TOP 5 CARROS CLÁSSICOS NACIONAIS

TOP 5 CARROS CLÁSSICOS NACIONAIS TOP 5 CARROS CLÁSSICOS NACIONAIS

Nossas escolhas de carros nacionais que teríamos em nossa garagem.

Nessa primeira matéria, faremos o Top 5 carros clássicos nacionais.

Nesse novo quadro, nós vamos escolher 5 carros clássicos, cada um, em vários episódios diferentes, cada um com seu tema, regra e origem.

Sempre com carros até o ano 2000!

No vídeo de estreia nós vamos escolher 5 carros clássicos nacionais que cada um de nós colocaria na garagem, baseado na matéria “Tudo Sobre Grandes Brasileiros‘” da revista Quatro Rodas.

Buscaremos por unidades atualmente à venda no Brasil, sem limite de valor.

Vamos para as escolhas?

TOP 5 CARROS CLÁSSICOS NACIONAIS

Escolha nº1

A primeira escolha do Top 5 carros clássicos nacionais na garagem é o Ford Galaxie 500, ambos escolhemos o mesmo carro.

A primeira aparição oficial do novo Ford ocorreu no dia 26 de novembro de 1966, no no V Salão do Automóvel.

Grande e imponente, com seus 5,33 metros de comprimento, 2 metros de largura , o Galaxie 500 causou grande choque ao público que estava acostumado com carros pequenos, como o Fusca.

O Galaxie esbanjava espaço interno, macio e silencioso ao rodar, estabelecendo um novo padrão de conforto na indústria nacional. Além disso, ele apresentava uma grande novidade na época, pelo menos aqui no Brasil, a direção hidráulica.

Foram equipados com motor V8 de 4,6 litro, que geravam aproximadamente 164 cv para empurrar seus 1.780 kg.

Ele foi lançado com câmbio manual de três marchas. Já em 1968, a transmissão automática apareceu na versão LTD, a mais luxuosa.

O primeiro Galaxie 500 saiu da fábrica em fevereiro de 1967, chegando a 97% de nacionalização.

Escolha nº 2 – Top 5 carros clássicos nacionais

A escolha nº 2 em nosso Top 5 carros clássicos nacionais não foi a mesma, sendo o Fiat 147 Rallye e o Volkswagen Karmann Ghia.

147, baseado no 127 italiano, foi o primeiro modelo de automóvel produzido pela Fiat do Brasil entre 1976 e 1986.

Foi o carro que inaugurou a FIAT no Brasil, que inaugurava sua fábrica em Betim (MG) em 1976. Suas características únicas na época, tornaram o 147 um importantíssimo modelo nacional, o aproveitamento de espaço interno e a economia de combustível.

O Fiat 147 foi apresentado oficialmente no X Salão do Automóvel, realizado no dia 18 de Novembro de 1976. Possuía estrutura monobloco, motor transversal e tração dianteira.

A marca percebeu que o conjunto admitia um motor mais potente, dessa forma, a Fiat decidiu em 1979, que já era hora de oferecer um desempenho melhor, assim surgiu o 147 Rallye.

A cilindrada foi aumentada para 1.297 cm3. Recebeu carburador Weber de corpo duplo, a potência saltava para ótimos 72 cv a 5.800 rpm.

Em seu exterior, o Fiat 147 Rallye recebeu adesivos laterais e os cromados sumiram, os para-choques foram pintados de preto. O modelo foi produzido por apenas 2 anos, até 1981.

Top 5 carros clássicos nacionais

A história do Karmann Ghia começa no início dos anos 1950, quando a demanda por carros luxuosos e esportivos aumentava. Foi necessária uma parceria entre 3 empresas para que o projeto saísse do papel.

Aproximadamente 445 mil unidades do Karmann Ghia foram produzidos entre os anos 1955 e 1972.

O primeiro projeto do coupé Volkswagen foi apresentado pela empresa Karmann. Mas inicialmente não agradou os executivos da Volks. Empenhada em agradar seus clientes, a Karmann procura ajuda na mais renomada empresa de design na época, a italiana Ghia.

Para a produção do novo carro, um acordo entre as três empresas foi realizado. A Volkswagen ficou responsável pela venda, e a Karman pela fabricação do modelo.

Em julho de 1955 o coupé Volkswagen foi apresentado ao público com o nome “Typ 14”, código do modelo. Alguns nomes italianos foram considerados para o carro. Escolhido foi Karmann-Ghia , o que mostra traços únicos do carro e a participação das várias empresas em seu projeto.

No mesmo ano, em agosto, o primeiro Karmann ghia saiu da linha de montagem na Alemanha. A aceitação ao novo modelo da Volkswagen foi grande, e no primeiro ano foram mais de 10 mil unidades vendidas.

A história do Karman Ghia no Brasil começa em 1960, quando a Karmann abriu uma fábrica em São Bernardo do Campo, São Paulo.

Em 1962 o primeiro Karmann Ghia saiu da linha de montagem, com traços muito semelhantes ao modelo vendido na Europa.

Até 1972, último ano de sua fabricação, foram produzidos 23.400 carros na versão original cupê.

Escolha nº 3

A escolha nº 2 em nosso Top 5 carros clássicos nacionais foi o Dodge Magnum e o Fiat City.

O Magnum é um veículo de carroceria coupé da Dodge.

No Brasil o Dodge Magnum foi produzido pela Chrysler do Brasil de 1979 a 1981, para a substituição dos Dodge Dart Gran Coupe, descontinuado em 1975.

Em 1976, as importações de veículos estrangeiros foi proibida aqui no Brasil. Por esse motivo, muitas empresas nacionais surgiram, fabricantes de veículos e modelos próprios ou réplicas.

Grandes empresas foram atingidas por essa proibição, como é o caso da Dodge, que passava também por uma crise mundial. Para resolver o problema, a empresa lançou novos modelos, o LeBaron e o Magnum.

O Dodge Magnum foi responsável por atingir o público que não tinha mais acesso aos carros importados, era o símbolo de luxo e requinte.

Top 5 carros clássicos nacionais

O Fiat City foi o modelo responsável por inaugurar o segmento de picapes compactas no Brasil.

O veículo foi apresentado no Salão do Automóvel de São Paulo de 1978.

Inicialmente com duas opções de motor, 1050 e 1300. Vindos do 147 hatch, o primeiro o primeiro rendia 56 cv e o segundo, 61 cv.

O Fiat City era uma 147 adaptado, para uma picape. Seu diferencial para as picapes grandes da época, era a abertura da tampa traseira, que se abria para o lado esquerdo.

Top 5 carros clássicos nacionais

O modelo recebeu diferentes nomes no começo de sua trajetória, somente em 1982 que foi batizado de Fiat City.

Escolha nº 4

A escolha nº 4 em nosso Top 5 carros clássicos nacionais foi o Volkswagen SP2 e o Karmann Ghia. Falaremos apenas no SP2, pois nessa mesma matéria já falamos sobre o KG.

Top 5 carros clássicos nacionais

Em 1976, o Brasil se fechou para as importações de veículos. Dessa forma, o brasileiro ficou carente de carros luxuosos e esporte, os únicos carros esporte oficialmente feitos aqui eram o Karmann Ghia e seu sucessor, Karmann Ghia TC. E outras fabricantes independentes que fizeram sucesso, caso da Puma e o Miura.

A Volkswagen do Brasil tinha bastante autonomia, e em 1969 deu-se início ao projeto X, independente e totalmente feito no Brasil. O protótipo foi apresentado na Feira da Indústria Alemã em março de 1971.

O carro recebeu o nome de SP. Foi construído na plataforma da Variant, oferecido com o mesmo motor boxer de 1600 cc cerca de 54 cv, na versão chamada de SP1. O SP2 saia com um motor 1700 cc com cerca de 65 cv. Sua velocidade máxima declarada pela fábrica foi de 161 km/h.

Em 1972 o veículo começou a ser produzido. Apesar do sucesso, so SP1 logo parou de ser fabricado, com apenas 88 unidades. Já o SP2 foi produzido por mais tempo e cerca de 10mil unidades.

Escolha nº 5 – Top 5 carros clássicos nacionais

A escolha nº 4 em nosso Top 5 carros clássicos nacionais foi o Dodge Charger RT e a Romi Isetta.

O Charger R/T foi lançado em 1970 pela Chrysler, recém-chegada ao Brasil. Era derivado do Dodge Dart, possuía estilo e potência de carro americano e era o puro-sangue da linha Dodge nacional.

Seu motor V8 gerava 215 cavalos e ultrapassava facilmente 180 km/h, acelerando de 0 a 100 em apenas 11 segundos. Mas toda essa potência tinha um preço, além de ser um carro caro, ele também não era nada econômico, fazia entre 4 e 6km por litro.

A Romi-Isetta, um carro pequeno e estranhamente charmoso.

Top 5 carros clássicos nacionais

É considerado o carro mais exótico produzido no Brasil. Seus poucos 2,27 metros de comprimento por 1,38 de largura, chamam atenção de todos.

Em 1956, as Indústrias Romi, que até hoje fabricam máquinas operatrizes em Santa Bárbara d”Oeste (SP), conseguiram licença da fábrica italiana Iso, para dar início a fabricação da versão nacional da Isetta.

Esse carro pequeno, os primeiros fabricados, eram equipados com motor 2 tempos de 2 cilindros. Mais tarde, recebeu motor BMW quatro tempos monocilíndrico, de 298 cm3 e 13 cv de potência.

Mesmo depois do fim de sua produção, alguns Romi-Isetta ainda foram montados, com o estoque de peças remanescente dentro da fábrica. No total, foram produzidas cerca de 3 000 unidades.

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