Mercedes Benz SLK

RETORNO ÀS ORIGENS

Notória pelo prestígio e sofisticação a Mercedes-Benz sempre se destacou pelo caráter esportivo dos conversíveis da linhagem SL. A proposta de um esportivo leve e curto surgiu com o 190 SL de quatro cilindros em 1955, sucedido pelo 230 SL de seis cilindros em 1963. O motor V8 surgiu no 350 SL de 1971 e manteve sua popularidade no 500 SL de 1989. Futuramente surgindo o Mercedes Benz SLK.

O SL estava cada vez maior e mais pesado, afastando-se do conceito original dos anos 50. A ideia de retornar às origens tomou forma em 1994 quando o conceito SLK I foi exposto no Salão de Turim de 1994. Sua maior virtude só apareceria meses depois, ocasião em que o conceito SLK II apresentou a capota rígida retrátil Vario Roof.

Denominado SLK (sport / leicht / kurz) a versão compacta do SL precisava de apenas 25 segundos para ir da conveniência de um cupê à liberdade de um esportivo. Era um resgate da ideia introduzida pelo Peugeot 601 Eclipse na década de 30 e de certa forma popularizada através do Ford Fairlane 500 Skyliner nos anos 50.

Conhecida pela nomenclatura R170, a primeira geração do SLK entrou em produção no ano de 1996, baseado na plataforma W202 do Mercedes-Benz Classe C. A distância de 94 polegadas entre os eixos era a mesma do 190 SL dos anos 50. Seu desenho dinâmico e elegante era acentuado pelos balanços curtos e elementos de estilo herdados do irmão maior SL.

O minimalismo dos anos 90 marcou o interior do SLK, com profusão de apliques imitando alumínio. Sob o capô estava o motor M111 de quatro cilindros e 16 válvulas em três configuração distintas:

M111 de 2 litros com aspiração natural e 136 cv.
M111 de 2 litros com sobrealimentação e 192 cv (para o mercado italiano).
M111 de 2,3 litros com sobrealimentação e 192 cv (para outros mercados).

As versões mais potentes usavam o compressor mecânico Eaton M62, padrão numa época em que a Mercedes abria mão da eficiência energética para entregar torque e potência de uma forma mais linear para favorecer a dirigibilidade. A potência era sempre transmitida às rodas traseiras por um câmbio de cinco marchas, automático ou manual.

O sucesso foi imediato, conquistando compradores e prêmios na imprensa especializada. Controle de tração e airbags laterais eram equipamentos de série. Seu comportamento dinâmico era neutro e previsível, favorecido pela suspensão traseira multibraço. Pesando cerca de 1300 kg, a aceleração de 0 a 100 km/h ficava na casa dos 7 segundos.

A máxima de 225 km/h era adequada à sua proposta mas foi preciso evoluir para manter seu apelo frente à respeitável concorrência formada por Audi TT roadster, BMW Z3 e Porsche Boxster. Em 2000 o SLK recebeu o motor M112, um V6 de 3,2 litros e 215 cv. No ano seguinte viria o SLK 32 AMG, com um M112 sobrealimentado de 349 cv para acelerar de 0 a 100 km/h em menos de 5 segundos.

No total cerca de 308.000 unidades foram comercializadas até 2004. O R170 também serviu de base ao Chrysler Crossfire, um interessante roadster produzido pela Karmann alemã entre 2003 e 2007.

À venda Mercedes Benz SLk 230 1997

Este SLK 230 1997 é um exemplar da primeira fornada e combina a clássica pintura prata metálica com interior vermelho (magma rot). Integra o acervo do atual proprietário desde o ano de 2013 e apresenta 52.000 km rodados. Tem histórico de manutenção completo e passou recentemente por uma revisão na Avanti Serviços Automotivos de São Paulo.

Um futuro clássico que encontra-se em perfeito estado de conservação e pode ser seu.

Escrito por: Felipe Bitu

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